Inspiração

Escrever um texto não é uma tarefa automática. Para um texto fluir, para mim, é preciso inspiração. É preciso que eu esteja conectada com o tema sobre o qual estou falando. É preciso sinceridade, é preciso sentir que eu tenho uma ligação e ideias consistentes sobre aquilo que estou escrevendo.

Antes de qualquer tipo de texto, alguns procedimentos são necessários para mim:  faço todas as pendências urgentes (da vida, da casa, do trabalho), olho na agenda para saber se existe algo que era 'para já' que deixei de fazer, tomo banho, escovo os dentes. Não gosto de ter pendências da rotina antes de começar.

Também não gosto de estar com fome ou com sede. Quando vou começar a escrever as melhores escolhas são água acompanhada de maçã ou barrinha de cereal. Algum carboidrato leve para ativar o metabolismo me faz bem.

Não posso (e não quero) estar tensa, ansiosa ou agitada antes de escrever. A mente deve estar pronta para entrar em estado de fluxo. Quando me vem a vontade de escrever, normalmente não estou com nenhuma dessas tensões; tenho uma rotina diária de alongamentos e meditação, e se meu corpo percebe que estou tensa, vai me levar para o tapete de ioga, não para a mesa de escrita.

Caso seja um dia excepcionalmente movimentado para meu eu interno, e igualmente seja um dia "inspirado", em que é necessário escrever, expressar, registrar, criar, aí preparo um chá de menta e me deito cinco ou dez minutos com as costas no chão e as pernas dobradas, em um estado de relaxamento e meditação.

Vou para a mesa que costumo usar para escrever. É a mesa de jantar, fica de frente para as grandes janelas da sala, que vão do teto ao chão. Mas fecho as cortinas, não gosto de janela aberta ao escrever. Creio que é porque para ter ideias preciso olhar para dentro, não para fora. Preciso mergulhar em um plasma que não é visível aos olhos, isso só é possível com concentração e foco. O olho é uma ferramenta incrível para nos tirar o foco.

Costumo usar a mesa principal de casa ou o sofá e uma almofada para apoiar o computador; mas, sinceramente, para começar um novo texto a mesa é melhor, não sei por que. Talvez o conforto e as múltiplas posições que o sofá permite me tirem do foco, me façam perder a linha central do raciocínio. Acomodo-me na cadeira e abro o computador. 

Assim que abro o computador, antes de começar a escrever dou uma última checada em minha caixa de emails e em todas as redes sociais que utilizo. Vejo se tem alguma mensagem urgente, algo que não respondi nos últimos minutos. Em seguida fecho todas as janelas do browser e deixo apenas aberta a que estou usando: se é um post no blog, a janela do blogger, se é um livro, a janela do texto do livro.

Coloco meu smartphone ao meu lado na mesa, com a tela virada para baixo. Coloco-o no modo silencioso, não no modo avião. Afinal, quando acabar o período de fluxo vou querer olhar, com agilidade, tudo o que se passou em minha caixa de emails e redes sociais enquanto estive fora. Dependência digital.

Fecho os olhos, acalmo a minha respiração, tento não pensar em nada. Inspiração é deixar que as ideias falem por si, sem a influência da minha mente, das minhas escolhas, do meu controle. Continuo respirando até que sinta que um estado de espírito adequado à escrita chegou em mim. É algo subjetivo, inexplicável, imprevisível, mas acontece. E com a prática, vem acontecido de forma mais clara e veloz. Depois de alguns segundos após sentar, com a correta concentração, a inspiração vem. A sensação é que devo me permitir não ser "apenas eu" por alguns instantes, mas deixar que uma parte de mim mais mais ampla, colorida e livre, capaz de viajar por terras desconhecidas e por caminhos mais estreitos e pouco acessados do mundo em que vivo, possa falar por si.

De repente começo a escrever, estou pronta. O fluxo começou. Ele vem lentamente, primeiro algumas palavras, depois conceitos e frases mais curtas. Palavras viram frases, que viram parágrafos, que viram conceitos, uma história completa. É como se uma palavra puxasse a outra, desse todas as outras pistas para que a próxima palavra, a próxima frase e o conceito que está sendo criado fiquem claros e apareçam. E tudo parece simples, óbvio. É como uma máquina. É entrar em um estado em que eu, minha mente e meu corpo, sou instrumento para a expressão de algo que está em mim e precisa sair. Como se eu fosse um canal para esse algo sair. Esse conteúdo que sai já estava em mim antes, mas é como se ele precisasse de um estado de espírito, de uma postura de corpo e de mente para desaguar.

É muito gratificante escrever. É como se eu precisasse fazer, como seu meu ser fosse ficar pesado, confuso e sem objetivos se eu não fizesse. Como se faltasse algo na minha vida.

A inspiração continua, sigo produzindo. Chega um momento, normalmente acompanhado de cansaço mental ou a sensação de algum compromisso que se aproxima, que eu paro, simplesmente paro de digitar. Em seguida abro meu email, olho meu celular, penso no meu dia, o que vou fazer depois. Pensamentos do dia-a-dia começam a vir à mente, tenho que voltar ao tempo do relógio, tenho que me re-posicionar no tempo.

A inspiração passou, ela volta amanhã. Ou daqui a algumas horas, não sei. A inspiração não é visível a olho nu, também não é localizável no tempo e no espaço. Ela apenas vem.

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Luiza S. Rezende
Advogada empresarial especializada em startups
about.me/luizasrezende


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Foto: Panther Media / CrayonStock


Livre-se dos pensamentos negativos: a beleza do estado de fluxo

Para que o estado de fluxo venha, você precisa estar pronto. É preciso também esvaziar a cabeça de pensamentos negativos.

Os momentos do dia de que mais gosto são aqueles em que consigo sentir minha mente tranquila, serena e praticamente vazia. Pode ser que eu esteja cozinhando, ou fazendo alongamento, ou escrevendo um texto, exatamente como agora. São momentos em que minha atenção está no fluxo do que está acontecendo, como se eu fizesse parte do momento, como se o cenário e eu, quem está agindo nesse cenário, fôssemos a mesma coisa. Como se eu estivesse mergulhada no plasma da vida e eu fosse também o plasma da vida, não necessitasse de contornos, limites, uma autoconsciência latente ou qualquer pensamento auto-referenciado.

Nem em todos os momentos é possível viver o vazio, pelo menos para mim. Há momentos que os pensamentos vêm, querem analisar alguma situação, se sentem incomodados, o ego de alguma forma se sente ameaçado e envia pensamentos para a paisagem natural e serena da mente. E de repente o vazio deixa de ser vazio e se preenche por ideias e as respectivas sensações emocionais que elas provocam.

Nem todos percebem, mas quando estão altamente envolvidos com alguma tarefa, ou com algo ou alguém a quem amam, muito provavelmente não estão pensando, não há pensamentos ocupando sua mente, e sim um vazio, porque a pessoa e a ação se tornam um, se tornam fluxo.A pessoa está em em estado altamente produtivo de entrega e ação.

Se a pessoa está fazendo algo de forma mecânica ou pouco envolvida, certamente pensamentos virão. Podem ser pensamentos leves, lembranças da agradável noite de ontem, imagens relacionadas a alguma pendência urgente que não foi resolvida, pensamentos ligados a alguma preocupação maior que a pessoa tenha. Podem ser pensamentos mais intensos, até mesmo paralisantes: imagens de algum acontecimento que provocou um trauma na pessoa e que toda vez que vêm traz dores e uma verdadeira turbulência na paisagem mental e corpórea da pessoa; preocupações tão fortes que causam sentimentos negativos de amplos, que de alguma forma capturam a atenção da pessoa e contaminam outros pensamentos neutros e que poderiam estar em fluxo; a pessoa está totalmente concentrada em uma ideia negativa e incapaz de realizar com desenvoltura aquilo que deveria ou queria estar fazendo

Talvez biólogos e psicólogos saibam explicar na teoria e na prática por que surgiram e para que servem os pensamentos, muitas vezes desnecessários e/ou negativos, que permeiam e flutuam na mente humana. O fato é que muitas vezes eles prejudicam as pessoas, afastam-nas de quem amam, de seus sonhos, daquilo que ela são de verdade. Muitas vezes deixam as pessoas amarguradas e cheias de negatividade.

O estado de vazio mental ou de fluxo deve ser um objetivo. Não significa que não se deve pensar em nada nunca, mas significa que um equilíbrio entre o que se passa na paisagem mental e corpórea e aquilo que se faz deve ser buscado. 

A mente (forma mais sutil da energia) em harmonia com as sensações do corpo (forma mais material e emocional da energia) e com as ações (forma material e tridimensional da energia, onde ocorre a maior parte da criação humana) é um estado de grande equilíbrio e produtividade existencial para o ser humano. Este é o estado em que a pessoa melhor trabalha seu autoconhecimento. Este é o estado em que o ser humano pode captar mais sinais e informações sobre si mesmo: "quem sou eu?", "qual é minha missão na Terra?" "qual é o melhor estilo de vida para mim?", "o que eu amo fazer?" etc.

Nossos pensamentos e nossas ações, dia após dia, vão determinando nosso destino. Tudo o que pensamos, falamos e agimos aos poucos vai criando nosso legado na Terra. Algumas pessoas treinam e desenvolvem bastante sensibilidade nesse processo e vão percebendo as energias sutis e pequenas sensações que permeiam cada instante, que permeiam cada olhar. É preciso sensibilidade para perceber esses níveis mais emocionais, quase intuitivos. Essas pessoas têm bastante controle sobre essas energias de base que estão presentes em nosso dia-a-dia e logo percebem quando há desequilíbrio, estresse, raiva, negatividade, ou qualquer emoção que cause turbulência e embaçamento para a paisagem mental. Sabem que esse estado deve ser resolvido e que um novo equilíbrio e um novo vazio devem ser buscados. Só assim será possível entrar no fluxo novamente. Só assim será possível entrar no estado mais acelerado de desenvolvimento pessoal.

Outras pessoas nunca treinaram a sensibilidade, nunca lhes foi falado ou transmitido sobre o controle e neutralização das emoções, sobre extravasar os sentimentos, entender que os pensamentos negativos não pertencem ao estado natural da mente, mas que são uma turbulência desnecessária a ela. Algumas pessoas foram treinadas a olhar apenas para as energias mais materiais e tridimensionais (ações). Prestam pouca atenção às palavras, às sutilezas que permeiam a comunicação humana, à diferença gritante que existe entre uma pessoa que está em fluxo e uma pessoa que está com a mente turbulenta e cheia de sensações conflitantes. Parece-lhes mesmo que essas diferenças não existem, pois não são captáveis por seus olhos. Alguns se autodenominam pessoas "práticas" e que não tem tempo para "besteiras".

Cada um está em um nível de percepção da própria existência e é possível treinar para compreender mais níveis e de forma mais detalhada. Alguém com prática será capaz de ter bastante controle de seu equilíbrio interno, do efeito que palavras e atos geram sobre si e irá buscar sempre agir em fluxo, coordenando suas ações, palavras e pensamentos a um estado harmônico do seu ser, que lhe permita se conhecer e se desenvolver mais.

Alguém com pouca prática muitas vezes se verá confuso, ansioso, mergulhado em dúvidas e com pequenas tristezas recorrentes, mesmo enquanto está com as pessoas que ama, enquanto faz aquilo que ama. A pessoa que não tem sensibilidade para o próprio equilíbrio, as próprias emoções e o próprio trânsito de pensamentos frequentemente estará em um estado que eu chamaria de "perda de tempo", pois está imerso em pensamentos negativos (transitórios, passivos de controle) e tratando-os como se fizessem parte de si mesmo ou de sua realidade. Por estarem muito focados em manifestações mais materiais da vida, acabam sendo vítimas de suas reações descontroladas, pois não têm consciência delas. Talvez consigam sair rapidamente de uma sensação de angústia ou tristeza leve, talvez essa tristeza se agrave e demore para sair; o fato é que sem buscarem um nível mais profundo e sutil de compreensão de si mesmos, crises semelhantes voltarão. O problema não é ter crises, é não crescer ou aprender quando se tem uma crise.

Acho que toda mudança é gradual, acontece um dia após o outro. Afinal estamos moldando nossa mente, nosso corpo, nossa consciência, nossa forma de ver o mundo e a nós mesmos. E quando percebemos que estamos mais fortes, vem uma sensação de vitória, de crescimento. Crescer, expandir e tornar-se a cada dia mais expert em si mesmo é possível.

O  que mais me deixa contente é que esse papo de equilíbrio interno, autoconhecimento, educação emocional e autocontrole está a cada dia sendo mais falado, discutido, divulgado, popularizado. Quem sabe um dia fiquemos tão interessados em autoconhecimento e crescimento pessoal como somos com a nossa aparência?

Fico pensando como seria uma selfie do equilíbrio interno...

Preparei um vídeo sobre Pensamentos, segue abaixo: Pensamento do dia: seus pensamentos não são você, eles estão em você. [Pensamentos positivos] 




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Luiza S. Rezende
Advogada empresarial especializada em startups


Previsões para o ano 2100 - parte 1

O ano de 2100 está muito perto, faltam apenas 85 anos e alguns dias para que ele chegue, mas mesmo assim acho que vale a pena fazer previsões para ele; quem sabe elas não nos inspiram e nos fazem avançar com o que temos hoje? 

Gosto muito de pensar no futuro, de ter ideias sobre ele. Sei que falar sobre o futuro é mais adequado para físicos quânticos, astronautas e similares, mas deixo minha humildade de lado por alguns instantes e embarco nessa empreitada.

No ano 2100 eu terei 111 anos e, se mantiver a alimentação que tenho hoje, acho que estarei saudável e possivelmente fazendo minhas caminhadas diárias. Sou otimista e acredito na medicina, Diário, o que posso fazer?

No ano de 2100 o mundo vai estar muito mais globalizado do que hoje. A divisão interna em países ou nações não vai mais ter sentido, tão frequente será a movimentação diária e frenética de indivíduos (vou falar dos meios de transporte e comunicação, como serão rápidos!). Alguns países mais antigos ainda usarão passaporte e documentações nacionais, mas a maioria usará registros eletrônicos com cadastros globais de leitura óptica e chip implantados nas pessoas.

O mundo será dividido e organizado por atividades de interesse. Resquícios culturais dos atuais países ainda existirão, mas as pessoas irão se agrupar pelas atividades que praticam diariamente, que poderemos chamar de empregos ou ocupações. Algumas poucas línguas irão se tornar predominantes e aqueles que desejarem circular com mais freqüência pelo planeta terão que dominá-las. Mas haverá chips de conhecimento que serão implantados nas pessoas e seus computadores pessoais, não há o que temer.

Os meios de transporte irão evoluir e se diversificar bastante. Estarão disponíveis muitas novas formas de transporte terrestres, aéreos e fluviais auto-dirigíveis: a pessoa diz ou digita qual será seu destino e a máquina vai. Meios públicos e privados de transporte serão assim. Os trânsitos e engarrafamentos, ao contrário do que pode se pensar, acontecerão em todos os meios. Ah, esqueci de dizer: em 2100 ainda não teremos teletransporte, infelizmente.

Quase todas as atividades de produção e manufatura estarão totalmente motorizadas, apenas os lugares menos desenvolvidos ou que se fecharam à internet e à economia global ainda utilizarão alguma forma de trabalho humano. As casas, por padrão, serão automatizadas, o custo da grande maioria dos itens de automatização cairá bastante. Ter uma casa totalmente automatizada será como ter acesso a tratamento de esgoto e água encanada hoje.

A indústria alimentícia sofrerá grandes mudanças. Depois da forte crise que passaram no meio do século XXI, foi necessário transformar a produção e distribuição de alimentos para que metade do globo não morresse de fome e os problemas ambientais não se agravassem. Para a surpresa de vocês, mais de oitenta e cinco por cento da população, por necessidade ou por convicção, será vegetariana em 2100, estando esse número a crescer a cada dia. Os alimentos no geral serão enriquecidos com suplementos, para que grande parte da saúde possa ser tirada da alimentação diária e menos pessoas pelo mundo sofram de deficiências nutricionais.

Ah, a internet! Esse começo de internet que conhecemos em nosso tempo, em 2014, não dá nem sinais do que vai se tornar daqui a 85 anos. A internet estará por toda parte: no chão, nas paredes, nos tetos,  nas câmeras que registram tudo o que acontece, em nossas roupas, sob nossas roupas, sob a nossa pele e em nossa corrente sanguínea. Tudo é constantemente monitorado, transformado em dados e lançado à nuvem. São tantos monitoramentos de toda e qualquer atividade que pode-se dizer que em 2100 é possíve ler o pensamento humano.

O ensino foi transformado. Todos de nossa geração que foram à escola (ou que querem que seus filhos vão à escola), ficarão impressionados com os métodos de ensino de 2100, se é que podemos chamar de "métodos de ensino". Por um custo baixo os pais podem comprar módulos pré-programados de conhecimento para implantar nos chips internos dos bebês. Os módulos são facilitadores do aprendizado e programam o corpo e a mente do bebê para que recebam melhor determinado conhecimento. Esses módulos serão constantemente atualizados conforme a pessoa vai crescendo. Haverá escolas sim, mas serão quase como centros de treinamento em que as crianças e os jovens aprendem a lidar com seus chips e micro computadores pessoais. Em 2100 o custo dos chips e softwares internos estará já bem mais baixo e teremos resolvido os problemas de 2080, quando o acesso desses chips ainda era ainda apenas para pessoas ricas.

O dinheiro... Ah, esse continuará a existir. Eu queria que ele acabasse e de alguma forma as pessoas não sacrificassem suas vidas e seu equilíbrio por ele, mas ele estará lá, firme e forte. Mas existirão diversas formas de dinheiro e meios de pagamento, e isso será, no meio do século XXI, um grande problema para a nossa justiça criminal. Dinheiro em espécie, cheques, cartões de crédito, diversos tipos de moedas virtuais, moedas em horas de trabalho, em hectares de produção, em prêmios de corrida... Muitos tipos de dinheiro existirão, e os conversores serão máquinas essenciais para dizer quanto cada coisa vale. Os conversores globais estarão conectados entre si e farão com que a cada segundo os valores de todo o mundo se equilibrem. Parece confuso, mas foi a única maneira encontrada para permitir o fim das economias internas e passagem para a economia global integrada.

Um tema que me preocupava muito era a questão da igualdade no mundo, porque em 2014 temos muitas pessoas vivendo na extrema miséria e outras vivendo em um oásis de bem-estar. Isso melhorou, com a unificação da economia global e com todos os meios de monitoramento que criamos talvez o melhor benefício tenha sido a igualdade social que geramos pelo mundo todo. Nunca tivemos um número tão grande de pessoas desfrutando uma altíssima qualidade de vida, talvez mais de 50 bilhões de pessoas. Mas nem tudo é perfeito. O movimento de igualdade global foi acompanhado pelo surgimento de milhares de territórios ditatoriais que se fecharam à internet e à economia global e preferiram criar suas próprias regras. São os buracos negros do ano 2100, sabemos que muitas coisas horríveis acontecem por lá, principalmente porque não temos quase nenhum meio de fiscalização digital lá dentro. Isso me deixa muito triste.

Mas sabemos que não será por muito tempo. A história nos vem mostrando que o mundo material é completamente transitório e mutante e que muitas vezes as coisas se transformam mais rápido do que esperamos.

A saúde avançou de forma magnífica, sempre confiei muito no poder dos médicos e eles nos impressionam a cada dia. Em 2100 não há nenhuma doença que não seja totalmente dominada pela medicina e passível de cura. A saúde é algo acessível a todos, como hoje em 2014 é o oxigênio. Não temos problemas de saúde pública e os hospitais são absolutamente modernos, coloridos e agradáveis em 2100. São praticamente clubes de lazer, relaxamento e equilíbrio. Não comentei quando falei em alimentação, mas as vacinas e medicamentos preventivos estão presentes nas comidas (e com um sabor incrível!), assim até os esquecidos conseguem ficar imunes.

Ah, a física quântica, ainda bem que ela existe! Depois da comprovação dos multiversos (co-existência de infinitos Universos como o nosso, em dimensões sobrepostas e cruzadas), duas outras novas formas de energia foram criadas e estão sendo usadas como combustível; além disso o princípio da causalidade foi totalmente revisto e hoje muito do que chamávamos de espiritualidade em 2014 entrou para o campo da física e das teorias do conhecimento. É muito bonito ver como ciência e espiritualidade estão se fundindo, exatamente como muitos pensadores já em 2014 diziam.

Querido diário, quero falar ainda muita coisa, mas acho que por hoje basta, podemos continuar conversando depois?

Quarta-feira, 3 de dezembro de 2014.

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Luiza S. Rezende
Advogada empresarial especializada em startups

previsões, 2100, futuro, futurismo, Luiza Rezende, parte 1
Foto: Zoonar/ranczandras/CrayonStock