A consciência humana

Quando a pessoa é criança, a consciência é um pequeno círculo envolto de muitos medos, dificuldades de comunicação, falta de conhecimento, falta de experiência. A consciência é pequena mais por falta de vivências do que por falta de esforço, de entrega. Como se fosse um pequeno orifício colorido e nítido envolto por uma nuvem preto-e-branca e embaçada. É um mundo ainda em formação, com poucas memórias e "meta-análises" de tudo o que acontece. Isso ajuda a dar leveza e facilita a expansão natural da compreensão do mundo.

Da infância até a adolescência essa consciência sofre uma expansão quantitativa grande, principalmente pelo acúmulo de vivências, compreensão de novos conceitos. A pessoa tem experiências emocionais e intelectuais mais diversificadas e consegue compreender o significado (literal) da maioria delas. As "descobertas" da infância e início da adolescência ajudam na aquisição de bagagem emocional e intelectual.

Na adolescência acho que a dor ajuda essa consciência a crescer. São as primeiras experiências de crises emocionais mais fortes (no sentido que a pessoa compreende o contexto em que está inserida), dor amorosa, a transformação do corpo e o abandono da criança, a necessidade de amadurecimento, as responsabilidades, a rejeição. Todos esses sentimentos passam a ser vivenciados com uma interpretação racional/emocional em cima, o que aumenta sua significância para a vida da pessoa (e também seu peso, criando muitas vezes resistências, grossas molduras, tensões).

No final da adolescência a expansão natural da consciência de alguma forma se estagna. Daí para a frente, para que o jovem adulto possa crescer em sua observação de si e do mundo, ele precisa ser mais proativo no trabalho espiritual, precisa praticar, buscar saídas, se entregar ao máximo para entender o que é sua essência. Apenas seguir modelos, repetir, se sentir compelido a seguir determinado estilo de vida etc não adiantam.

O medo, medo de fracassar, medo de sentir dor, medo de perder status social, medo de estar só e diversos outros medos muitas vezes são barreiras à expansão da consciência, da noção do que é ser eu. O indivíduo precisa sair em busca, entender aquilo que o condiciona, entender o que está por trás do "véu dos pensamentos", entender o que o faz agir como age. Muito do que somos é um reflexo do que ensinaram para a gente o que é viver, o que é ser. Mas será que somos exatamente isso? Qual é a minha missão aqui? O que é ser eu? Eu me sinto isolado na "caixinha" da "minha vida" e das "minhas coisas" ou faço parte de algo maior?

Não existem respostas nem caminhos pré-definidos. Isso é a vida: é a jornada do indivíduo na expansão e ao mesmo tempo compreensão de sua consciência e do seu processo chamado vida. A vivência e a compreensão da vida se misturam, são um processo único de entrega/expansão da compreensão/entendimento.

Por hora esta é minha opinião. (A ser complementada, a ser questionada)

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Até a próxima!

Luiza S. Rezende
Advogada empresarial especializada em startups

consciência, mente, saúde, crescimento
Foto: Panther Media / CrayonStock