Inspiração

Escrever um texto não é uma tarefa automática. Para um texto fluir, para mim, é preciso inspiração. É preciso que eu esteja conectada com o tema sobre o qual estou falando. É preciso sinceridade, é preciso sentir que eu tenho uma ligação e ideias consistentes sobre aquilo que estou escrevendo.

Antes de qualquer tipo de texto, alguns procedimentos são necessários para mim:  faço todas as pendências urgentes (da vida, da casa, do trabalho), olho na agenda para saber se existe algo que era 'para já' que deixei de fazer, tomo banho, escovo os dentes. Não gosto de ter pendências da rotina antes de começar.

Também não gosto de estar com fome ou com sede. Quando vou começar a escrever as melhores escolhas são água acompanhada de maçã ou barrinha de cereal. Algum carboidrato leve para ativar o metabolismo me faz bem.

Não posso (e não quero) estar tensa, ansiosa ou agitada antes de escrever. A mente deve estar pronta para entrar em estado de fluxo. Quando me vem a vontade de escrever, normalmente não estou com nenhuma dessas tensões; tenho uma rotina diária de alongamentos e meditação, e se meu corpo percebe que estou tensa, vai me levar para o tapete de ioga, não para a mesa de escrita.

Caso seja um dia excepcionalmente movimentado para meu eu interno, e igualmente seja um dia "inspirado", em que é necessário escrever, expressar, registrar, criar, aí preparo um chá de menta e me deito cinco ou dez minutos com as costas no chão e as pernas dobradas, em um estado de relaxamento e meditação.

Vou para a mesa que costumo usar para escrever. É a mesa de jantar, fica de frente para as grandes janelas da sala, que vão do teto ao chão. Mas fecho as cortinas, não gosto de janela aberta ao escrever. Creio que é porque para ter ideias preciso olhar para dentro, não para fora. Preciso mergulhar em um plasma que não é visível aos olhos, isso só é possível com concentração e foco. O olho é uma ferramenta incrível para nos tirar o foco.

Costumo usar a mesa principal de casa ou o sofá e uma almofada para apoiar o computador; mas, sinceramente, para começar um novo texto a mesa é melhor, não sei por que. Talvez o conforto e as múltiplas posições que o sofá permite me tirem do foco, me façam perder a linha central do raciocínio. Acomodo-me na cadeira e abro o computador. 

Assim que abro o computador, antes de começar a escrever dou uma última checada em minha caixa de emails e em todas as redes sociais que utilizo. Vejo se tem alguma mensagem urgente, algo que não respondi nos últimos minutos. Em seguida fecho todas as janelas do browser e deixo apenas aberta a que estou usando: se é um post no blog, a janela do blogger, se é um livro, a janela do texto do livro.

Coloco meu smartphone ao meu lado na mesa, com a tela virada para baixo. Coloco-o no modo silencioso, não no modo avião. Afinal, quando acabar o período de fluxo vou querer olhar, com agilidade, tudo o que se passou em minha caixa de emails e redes sociais enquanto estive fora. Dependência digital.

Fecho os olhos, acalmo a minha respiração, tento não pensar em nada. Inspiração é deixar que as ideias falem por si, sem a influência da minha mente, das minhas escolhas, do meu controle. Continuo respirando até que sinta que um estado de espírito adequado à escrita chegou em mim. É algo subjetivo, inexplicável, imprevisível, mas acontece. E com a prática, vem acontecido de forma mais clara e veloz. Depois de alguns segundos após sentar, com a correta concentração, a inspiração vem. A sensação é que devo me permitir não ser "apenas eu" por alguns instantes, mas deixar que uma parte de mim mais mais ampla, colorida e livre, capaz de viajar por terras desconhecidas e por caminhos mais estreitos e pouco acessados do mundo em que vivo, possa falar por si.

De repente começo a escrever, estou pronta. O fluxo começou. Ele vem lentamente, primeiro algumas palavras, depois conceitos e frases mais curtas. Palavras viram frases, que viram parágrafos, que viram conceitos, uma história completa. É como se uma palavra puxasse a outra, desse todas as outras pistas para que a próxima palavra, a próxima frase e o conceito que está sendo criado fiquem claros e apareçam. E tudo parece simples, óbvio. É como uma máquina. É entrar em um estado em que eu, minha mente e meu corpo, sou instrumento para a expressão de algo que está em mim e precisa sair. Como se eu fosse um canal para esse algo sair. Esse conteúdo que sai já estava em mim antes, mas é como se ele precisasse de um estado de espírito, de uma postura de corpo e de mente para desaguar.

É muito gratificante escrever. É como se eu precisasse fazer, como seu meu ser fosse ficar pesado, confuso e sem objetivos se eu não fizesse. Como se faltasse algo na minha vida.

A inspiração continua, sigo produzindo. Chega um momento, normalmente acompanhado de cansaço mental ou a sensação de algum compromisso que se aproxima, que eu paro, simplesmente paro de digitar. Em seguida abro meu email, olho meu celular, penso no meu dia, o que vou fazer depois. Pensamentos do dia-a-dia começam a vir à mente, tenho que voltar ao tempo do relógio, tenho que me re-posicionar no tempo.

A inspiração passou, ela volta amanhã. Ou daqui a algumas horas, não sei. A inspiração não é visível a olho nu, também não é localizável no tempo e no espaço. Ela apenas vem.

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Luiza S. Rezende
Advogada empresarial especializada em startups
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Foto: Panther Media / CrayonStock


Livre-se dos pensamentos negativos: a beleza do estado de fluxo

Para que o estado de fluxo venha, você precisa estar pronto. É preciso também esvaziar a cabeça de pensamentos negativos.

Os momentos do dia de que mais gosto são aqueles em que consigo sentir minha mente tranquila, serena e praticamente vazia. Pode ser que eu esteja cozinhando, ou fazendo alongamento, ou escrevendo um texto, exatamente como agora. São momentos em que minha atenção está no fluxo do que está acontecendo, como se eu fizesse parte do momento, como se o cenário e eu, quem está agindo nesse cenário, fôssemos a mesma coisa. Como se eu estivesse mergulhada no plasma da vida e eu fosse também o plasma da vida, não necessitasse de contornos, limites, uma autoconsciência latente ou qualquer pensamento auto-referenciado.

Nem em todos os momentos é possível viver o vazio, pelo menos para mim. Há momentos que os pensamentos vêm, querem analisar alguma situação, se sentem incomodados, o ego de alguma forma se sente ameaçado e envia pensamentos para a paisagem natural e serena da mente. E de repente o vazio deixa de ser vazio e se preenche por ideias e as respectivas sensações emocionais que elas provocam.

Nem todos percebem, mas quando estão altamente envolvidos com alguma tarefa, ou com algo ou alguém a quem amam, muito provavelmente não estão pensando, não há pensamentos ocupando sua mente, e sim um vazio, porque a pessoa e a ação se tornam um, se tornam fluxo.A pessoa está em em estado altamente produtivo de entrega e ação.

Se a pessoa está fazendo algo de forma mecânica ou pouco envolvida, certamente pensamentos virão. Podem ser pensamentos leves, lembranças da agradável noite de ontem, imagens relacionadas a alguma pendência urgente que não foi resolvida, pensamentos ligados a alguma preocupação maior que a pessoa tenha. Podem ser pensamentos mais intensos, até mesmo paralisantes: imagens de algum acontecimento que provocou um trauma na pessoa e que toda vez que vêm traz dores e uma verdadeira turbulência na paisagem mental e corpórea da pessoa; preocupações tão fortes que causam sentimentos negativos de amplos, que de alguma forma capturam a atenção da pessoa e contaminam outros pensamentos neutros e que poderiam estar em fluxo; a pessoa está totalmente concentrada em uma ideia negativa e incapaz de realizar com desenvoltura aquilo que deveria ou queria estar fazendo

Talvez biólogos e psicólogos saibam explicar na teoria e na prática por que surgiram e para que servem os pensamentos, muitas vezes desnecessários e/ou negativos, que permeiam e flutuam na mente humana. O fato é que muitas vezes eles prejudicam as pessoas, afastam-nas de quem amam, de seus sonhos, daquilo que ela são de verdade. Muitas vezes deixam as pessoas amarguradas e cheias de negatividade.

O estado de vazio mental ou de fluxo deve ser um objetivo. Não significa que não se deve pensar em nada nunca, mas significa que um equilíbrio entre o que se passa na paisagem mental e corpórea e aquilo que se faz deve ser buscado. 

A mente (forma mais sutil da energia) em harmonia com as sensações do corpo (forma mais material e emocional da energia) e com as ações (forma material e tridimensional da energia, onde ocorre a maior parte da criação humana) é um estado de grande equilíbrio e produtividade existencial para o ser humano. Este é o estado em que a pessoa melhor trabalha seu autoconhecimento. Este é o estado em que o ser humano pode captar mais sinais e informações sobre si mesmo: "quem sou eu?", "qual é minha missão na Terra?" "qual é o melhor estilo de vida para mim?", "o que eu amo fazer?" etc.

Nossos pensamentos e nossas ações, dia após dia, vão determinando nosso destino. Tudo o que pensamos, falamos e agimos aos poucos vai criando nosso legado na Terra. Algumas pessoas treinam e desenvolvem bastante sensibilidade nesse processo e vão percebendo as energias sutis e pequenas sensações que permeiam cada instante, que permeiam cada olhar. É preciso sensibilidade para perceber esses níveis mais emocionais, quase intuitivos. Essas pessoas têm bastante controle sobre essas energias de base que estão presentes em nosso dia-a-dia e logo percebem quando há desequilíbrio, estresse, raiva, negatividade, ou qualquer emoção que cause turbulência e embaçamento para a paisagem mental. Sabem que esse estado deve ser resolvido e que um novo equilíbrio e um novo vazio devem ser buscados. Só assim será possível entrar no fluxo novamente. Só assim será possível entrar no estado mais acelerado de desenvolvimento pessoal.

Outras pessoas nunca treinaram a sensibilidade, nunca lhes foi falado ou transmitido sobre o controle e neutralização das emoções, sobre extravasar os sentimentos, entender que os pensamentos negativos não pertencem ao estado natural da mente, mas que são uma turbulência desnecessária a ela. Algumas pessoas foram treinadas a olhar apenas para as energias mais materiais e tridimensionais (ações). Prestam pouca atenção às palavras, às sutilezas que permeiam a comunicação humana, à diferença gritante que existe entre uma pessoa que está em fluxo e uma pessoa que está com a mente turbulenta e cheia de sensações conflitantes. Parece-lhes mesmo que essas diferenças não existem, pois não são captáveis por seus olhos. Alguns se autodenominam pessoas "práticas" e que não tem tempo para "besteiras".

Cada um está em um nível de percepção da própria existência e é possível treinar para compreender mais níveis e de forma mais detalhada. Alguém com prática será capaz de ter bastante controle de seu equilíbrio interno, do efeito que palavras e atos geram sobre si e irá buscar sempre agir em fluxo, coordenando suas ações, palavras e pensamentos a um estado harmônico do seu ser, que lhe permita se conhecer e se desenvolver mais.

Alguém com pouca prática muitas vezes se verá confuso, ansioso, mergulhado em dúvidas e com pequenas tristezas recorrentes, mesmo enquanto está com as pessoas que ama, enquanto faz aquilo que ama. A pessoa que não tem sensibilidade para o próprio equilíbrio, as próprias emoções e o próprio trânsito de pensamentos frequentemente estará em um estado que eu chamaria de "perda de tempo", pois está imerso em pensamentos negativos (transitórios, passivos de controle) e tratando-os como se fizessem parte de si mesmo ou de sua realidade. Por estarem muito focados em manifestações mais materiais da vida, acabam sendo vítimas de suas reações descontroladas, pois não têm consciência delas. Talvez consigam sair rapidamente de uma sensação de angústia ou tristeza leve, talvez essa tristeza se agrave e demore para sair; o fato é que sem buscarem um nível mais profundo e sutil de compreensão de si mesmos, crises semelhantes voltarão. O problema não é ter crises, é não crescer ou aprender quando se tem uma crise.

Acho que toda mudança é gradual, acontece um dia após o outro. Afinal estamos moldando nossa mente, nosso corpo, nossa consciência, nossa forma de ver o mundo e a nós mesmos. E quando percebemos que estamos mais fortes, vem uma sensação de vitória, de crescimento. Crescer, expandir e tornar-se a cada dia mais expert em si mesmo é possível.

O  que mais me deixa contente é que esse papo de equilíbrio interno, autoconhecimento, educação emocional e autocontrole está a cada dia sendo mais falado, discutido, divulgado, popularizado. Quem sabe um dia fiquemos tão interessados em autoconhecimento e crescimento pessoal como somos com a nossa aparência?

Fico pensando como seria uma selfie do equilíbrio interno...

Preparei um vídeo sobre Pensamentos, segue abaixo: Pensamento do dia: seus pensamentos não são você, eles estão em você. [Pensamentos positivos] 




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Luiza S. Rezende
Advogada empresarial especializada em startups


Previsões para o ano 2100 - parte 1

O ano de 2100 está muito perto, faltam apenas 85 anos e alguns dias para que ele chegue, mas mesmo assim acho que vale a pena fazer previsões para ele; quem sabe elas não nos inspiram e nos fazem avançar com o que temos hoje? 

Gosto muito de pensar no futuro, de ter ideias sobre ele. Sei que falar sobre o futuro é mais adequado para físicos quânticos, astronautas e similares, mas deixo minha humildade de lado por alguns instantes e embarco nessa empreitada.

No ano 2100 eu terei 111 anos e, se mantiver a alimentação que tenho hoje, acho que estarei saudável e possivelmente fazendo minhas caminhadas diárias. Sou otimista e acredito na medicina, Diário, o que posso fazer?

No ano de 2100 o mundo vai estar muito mais globalizado do que hoje. A divisão interna em países ou nações não vai mais ter sentido, tão frequente será a movimentação diária e frenética de indivíduos (vou falar dos meios de transporte e comunicação, como serão rápidos!). Alguns países mais antigos ainda usarão passaporte e documentações nacionais, mas a maioria usará registros eletrônicos com cadastros globais de leitura óptica e chip implantados nas pessoas.

O mundo será dividido e organizado por atividades de interesse. Resquícios culturais dos atuais países ainda existirão, mas as pessoas irão se agrupar pelas atividades que praticam diariamente, que poderemos chamar de empregos ou ocupações. Algumas poucas línguas irão se tornar predominantes e aqueles que desejarem circular com mais freqüência pelo planeta terão que dominá-las. Mas haverá chips de conhecimento que serão implantados nas pessoas e seus computadores pessoais, não há o que temer.

Os meios de transporte irão evoluir e se diversificar bastante. Estarão disponíveis muitas novas formas de transporte terrestres, aéreos e fluviais auto-dirigíveis: a pessoa diz ou digita qual será seu destino e a máquina vai. Meios públicos e privados de transporte serão assim. Os trânsitos e engarrafamentos, ao contrário do que pode se pensar, acontecerão em todos os meios. Ah, esqueci de dizer: em 2100 ainda não teremos teletransporte, infelizmente.

Quase todas as atividades de produção e manufatura estarão totalmente motorizadas, apenas os lugares menos desenvolvidos ou que se fecharam à internet e à economia global ainda utilizarão alguma forma de trabalho humano. As casas, por padrão, serão automatizadas, o custo da grande maioria dos itens de automatização cairá bastante. Ter uma casa totalmente automatizada será como ter acesso a tratamento de esgoto e água encanada hoje.

A indústria alimentícia sofrerá grandes mudanças. Depois da forte crise que passaram no meio do século XXI, foi necessário transformar a produção e distribuição de alimentos para que metade do globo não morresse de fome e os problemas ambientais não se agravassem. Para a surpresa de vocês, mais de oitenta e cinco por cento da população, por necessidade ou por convicção, será vegetariana em 2100, estando esse número a crescer a cada dia. Os alimentos no geral serão enriquecidos com suplementos, para que grande parte da saúde possa ser tirada da alimentação diária e menos pessoas pelo mundo sofram de deficiências nutricionais.

Ah, a internet! Esse começo de internet que conhecemos em nosso tempo, em 2014, não dá nem sinais do que vai se tornar daqui a 85 anos. A internet estará por toda parte: no chão, nas paredes, nos tetos,  nas câmeras que registram tudo o que acontece, em nossas roupas, sob nossas roupas, sob a nossa pele e em nossa corrente sanguínea. Tudo é constantemente monitorado, transformado em dados e lançado à nuvem. São tantos monitoramentos de toda e qualquer atividade que pode-se dizer que em 2100 é possíve ler o pensamento humano.

O ensino foi transformado. Todos de nossa geração que foram à escola (ou que querem que seus filhos vão à escola), ficarão impressionados com os métodos de ensino de 2100, se é que podemos chamar de "métodos de ensino". Por um custo baixo os pais podem comprar módulos pré-programados de conhecimento para implantar nos chips internos dos bebês. Os módulos são facilitadores do aprendizado e programam o corpo e a mente do bebê para que recebam melhor determinado conhecimento. Esses módulos serão constantemente atualizados conforme a pessoa vai crescendo. Haverá escolas sim, mas serão quase como centros de treinamento em que as crianças e os jovens aprendem a lidar com seus chips e micro computadores pessoais. Em 2100 o custo dos chips e softwares internos estará já bem mais baixo e teremos resolvido os problemas de 2080, quando o acesso desses chips ainda era ainda apenas para pessoas ricas.

O dinheiro... Ah, esse continuará a existir. Eu queria que ele acabasse e de alguma forma as pessoas não sacrificassem suas vidas e seu equilíbrio por ele, mas ele estará lá, firme e forte. Mas existirão diversas formas de dinheiro e meios de pagamento, e isso será, no meio do século XXI, um grande problema para a nossa justiça criminal. Dinheiro em espécie, cheques, cartões de crédito, diversos tipos de moedas virtuais, moedas em horas de trabalho, em hectares de produção, em prêmios de corrida... Muitos tipos de dinheiro existirão, e os conversores serão máquinas essenciais para dizer quanto cada coisa vale. Os conversores globais estarão conectados entre si e farão com que a cada segundo os valores de todo o mundo se equilibrem. Parece confuso, mas foi a única maneira encontrada para permitir o fim das economias internas e passagem para a economia global integrada.

Um tema que me preocupava muito era a questão da igualdade no mundo, porque em 2014 temos muitas pessoas vivendo na extrema miséria e outras vivendo em um oásis de bem-estar. Isso melhorou, com a unificação da economia global e com todos os meios de monitoramento que criamos talvez o melhor benefício tenha sido a igualdade social que geramos pelo mundo todo. Nunca tivemos um número tão grande de pessoas desfrutando uma altíssima qualidade de vida, talvez mais de 50 bilhões de pessoas. Mas nem tudo é perfeito. O movimento de igualdade global foi acompanhado pelo surgimento de milhares de territórios ditatoriais que se fecharam à internet e à economia global e preferiram criar suas próprias regras. São os buracos negros do ano 2100, sabemos que muitas coisas horríveis acontecem por lá, principalmente porque não temos quase nenhum meio de fiscalização digital lá dentro. Isso me deixa muito triste.

Mas sabemos que não será por muito tempo. A história nos vem mostrando que o mundo material é completamente transitório e mutante e que muitas vezes as coisas se transformam mais rápido do que esperamos.

A saúde avançou de forma magnífica, sempre confiei muito no poder dos médicos e eles nos impressionam a cada dia. Em 2100 não há nenhuma doença que não seja totalmente dominada pela medicina e passível de cura. A saúde é algo acessível a todos, como hoje em 2014 é o oxigênio. Não temos problemas de saúde pública e os hospitais são absolutamente modernos, coloridos e agradáveis em 2100. São praticamente clubes de lazer, relaxamento e equilíbrio. Não comentei quando falei em alimentação, mas as vacinas e medicamentos preventivos estão presentes nas comidas (e com um sabor incrível!), assim até os esquecidos conseguem ficar imunes.

Ah, a física quântica, ainda bem que ela existe! Depois da comprovação dos multiversos (co-existência de infinitos Universos como o nosso, em dimensões sobrepostas e cruzadas), duas outras novas formas de energia foram criadas e estão sendo usadas como combustível; além disso o princípio da causalidade foi totalmente revisto e hoje muito do que chamávamos de espiritualidade em 2014 entrou para o campo da física e das teorias do conhecimento. É muito bonito ver como ciência e espiritualidade estão se fundindo, exatamente como muitos pensadores já em 2014 diziam.

Querido diário, quero falar ainda muita coisa, mas acho que por hoje basta, podemos continuar conversando depois?

Quarta-feira, 3 de dezembro de 2014.

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Luiza S. Rezende
Advogada empresarial especializada em startups

previsões, 2100, futuro, futurismo, Luiza Rezende, parte 1
Foto: Zoonar/ranczandras/CrayonStock 

É possível sair de a zona de conforto?

Será que existe uma zona de conforto real? É possível sair dela? Queremos sair dela?

No dia-a-dia, para as coisas funcionarem normalmente, você provavelmente estabeleceu (consciente ou inconscientemente) várias rotinas, hábitos, padrões de comportamento e de relacionamento que te ajudam a definir quem você é, os traços marcantes de sua personalidade, seu perfil no trabalho, na família, entre desconhecidos, entre os amigos, no relacionamento, em espaços públicos, na intimidade etc.
A maioria das pessoas faz (consciente ou inconscientemente) assim e isso acaba tornando as coisas mais confortáveis. Inclusive, essa é precisamente a tão falada "zona de conforto". Falando de forma simplista, você 'criou' um personagem para a sua pessoa e na maioria do tempo age conforme as características que esse personagem está acostumado (e que as pessoas a seu redor estão acostumadas). Os antropólogos, sociólogos e psicólogos provavelmente dirão que essa é uma estratégia comum de sobrevivência/convivência da espécie humana, que ajuda a sua vida a fluir normalmente e em padrões aceitáveis; mas não pretendo me aprofundar nisso (antropólogos, sociólogos e psicólogos sintam-se à vontade para discordar).
Sair da zona de conforto é algo muito bom, e normalmente são os jovens que falam sobre isso (o que acaba sendo associado a fazer loucuras e radicalidades...). Sair da zona de conforto, a meu ver, não significa necessariamente pedir demissão de repente para surfar pelo mundo, ir para algum país da Ásia trabalhar em lavouras e comer insetos, usar substâncias alucinógenas no Peru ou passar a pular de para-quedas no final de semana. As mudanças de verdade começam dentro de você, e você é que decide quando e como vai fazer isso.
O primeiro passo para sair da zona de conforto é ter consciência desse personagem que você criou e de que você pode desligá-lo a qualquer momento. É ter consciência de que muitas das coisas que você faz são apenas hábitos, reflexos da expectativa dos outros sobre você e condicionamentos familiares, culturais e sociais que você aceita (desde sempre) e aplica na sua vida; não necessariamente eles são o melhor para você, ou refletem suas vontades mais íntimas e sinceras.
Segue um experimento que costumo aplicar em mim mesma e costuma funcionar: experimente por uma semana (para começar) parar de fazer coisas que você faz sempre, apenas mude, pela experiência, para ter a sensação de sair do seu personagem e perceber como você se sente. Se você fica o dia inteiro conectado no Facebook e trocando mensagens com amigos e se divertindo com essa interação digital constante, passe uma semana desconectado e veja o que você sente. Se você nunca dá atenção à determinada pessoa sem qualquer motivo, experimente por uma semana se super atencioso e prestativo a ela e veja se isso muda algo para você. Se você almoça sempre de forma rápida e acelerada em qualquer lanchonete sem sentir o sabor ou prestar atenção no que está comendo, experimente uma semana comendo devagar e atenciosamente uma comida mais saudável e veja se isso te faz sentir algo. E por aí vai, infinitas possibilidades. E pode ser que simplesmente experimentar vire seu novo hábito.
Não existe um comportamento padrão de "sair da zona de conforto", existe a tentativa, a abertura, a experiência. E toda experiência tem que começar em algum lugar, por algum período e com a consciência de que é necessário desapegar, desprender, "desidentificar" (parar de identificar a sua essência como pessoa com os hábitos que você tem, com sua personalidade externa). O exercício de perceber que não somos seres fixos e com comportamentos imutáveis é importante para qualquer evolução pessoal. Esse exercício pode começar como sugiro aqui: experimentando outros hábitos, outras formas de se fazer a mesma coisa. Estando munido de autoconsciência e abertura, é uma jornada para a expansão.
***
Em certo sentido, todos nós estamos no mesmo barco: estamos passando por uma jornada no planeta Terra. Fomos colocados aqui com um corpo e uma mente e nos foi dado algum tempo para descobrirmos as maravilhas desse planeta e desse fenômeno chamado vida. Só temos certeza de uma coisa: esse tempo não é para sempre, e seria ótimo se essa nossa jornada fosse incrível. Mas não sabemos o que temos que fazer e nunca ninguém poderá nos dizer com certeza qual é essa resposta. A jornada em si se confunde com seu próprio objetivo, fazendo com que a cada instante a jornada seja recriada e a perspectiva própria seja transformada. Assim é a vida, um processo em que a autodescoberta cria e se confunde com a descoberta externa.

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Não sou especialista nesse tema, mas gosto de explorá-lo. Pretendo sempre rever esse assunto, para mim é indispensável. Sem autoconhecimento, consciência e expansão, estamos rodando em círculos.

Até breve!

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Luiza S. Rezende
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autoconhecimento, Luiza Rezende, meditação, reflexão, Zona de conforto,
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A História da Menina-Gato

Júlia desde que nasceu era muito carinhosa com seus pais. Com um pouco mais de um mês de vida já agarrava o dedo de sua mãe com uma de suas mãozinhas e com a outra acariciava-a usando os dedinhos e olhando fixamente para os olhos da mãe. Sorria, sua expressão era a de alguém adulto, como a cara das mães quando olham para seus bebês.

Quando bebê Júlia não chorava muito, e não reclamava para comer. Ela gostava de ficar no berço observando os objetos que lhe davam. Gostava especialmente de gatos, sempre que lhe davam gatos de pelúcia ou de qualquer outro material para brincar ela ficava muito mais feliz que o normal, e não queria largar o brinquedo. Gostava tanto que seus pais lhe deram vários gatos, de vários tamanhos e formas, e ela os colecionava primeiro em volta do berço e depois, conforme o volume de gatos aumentou, em prateleiras no quarto.

Sua fixação por gatos só aumentava. Ela só gostava de livros e filmes que tratavam de gatos ou tinham gatos como personagens. Seus pais interpretavam aquilo como uma futura bióloga ou veterinária especializada em gatos e achavam bonitinho. Foram no pediatra verificar, e concluíram que quando ela completasse 5 anos lhe dariam um gato de estimação.

Júlia aprendeu a falar e sua doçura, antes representada por gestos, olhares, sorrisos e toques, passou a ser também por meio de palavras. Era muito educada e fazia questão de tratar a todos muito bem, sempre usando palavras carinhosas, não importava quem era a pessoa. Tratava tão bem sua babá que ela pediu para sair; disse que gostava demais daquela menina e era melhor cortar a relação agora do que deixar o apego aumentar.

Quando foi para a escola os comentários dos professores eram só elogios, dizendo que ela se destacava na escrita, no desenho, no relacionamento com os colegas, na música, nos esportes, enfim, tudo o que era proposto a ela era realizado com grande desenvoltura e, além disso, o que talvez não fosse esperado de uma menina de 4 anos, com muita educação, maturidade e especial doçura.

No dia de seu aniversário de 5 anos, seus pais quiseram fazer uma festa especial e escolheram o tema "gatos". Todo o ambiente estava decorado com gatos e ela foi fantasiada de gatinha. Todos os convidados deveriam também ir vestidos de gato e com maquiagem de gato, para deixar tudo mais realista.

Após a festa, na manhã seguinte, os pais de Júlia trouxeram-lhe o que secretamente já haviam prometido a ela: um gato de estimação. Júlia quase não conseguia aguentar de tanta felicidade! Deu o nome da gata de Caty e não queria mais sair de perto do animal. Durante o dia queria que a gata fosse com ela para onde fosse, e à noite queria dormir abraçada. Seus pais ficaram muito contentes e estavam certos de que o destino da menina tinha a ver com gatos, tamanha era a paixão que ela nutria por aqueles seres.

Depois de algumas semanas seus pais começaram a notar um comportamento estranho em Júlia. Ela estava um pouco mais quieta que o normal, pálida e mais de uma vez observaram-na andando em quatro patas ao lado de Caty. Na hora repreenderam-na, dizendo que aquilo era para animais e não para ela. Disseram que se ela fizesse mais uma vez aquilo, não teria passeio de férias aquele ano.

Nos próximos dias, apesar de não estar andando em quatro patas, Júlia evitava sair do quarto e queria apenas ficar brincando com Caty. Um dia, enquanto sua mãe lhe penteava o cabelo, notou que alguns fios de pelos estavam começando a aparecer em sua bochecha e que o nariz da filha estava ficando em uma coloração diferente do resto da pele. A mãe de Júlia ficou muito assustava e marcou um médico para a semana que vem, impedindo a filha de se aproximar da gata, pois achou que poderia ser fruto de alguma bactéria que vinha do animal.

No dia seguinte, em que Júlia ficou pela primeira vez na vida algumas horas longe do animal, quando a mãe foi acordar a filha na cama ela ficou totalmente paralisada: Júlia estava desfigurada, apenas as roupas continuavam as mesmas, tudo havia mudado. Júlia estava coberta de pêlos, seu rosto era semelhante ao de um gato, restavam poucos fios de cabelo, ela tinha patas e não pés e mãos, seus dentes estavam mais pontudos seu olhar já não era o mesmo. Ela havia se transformado em um gato.

- Júlia, fala com a mamãe. O que aconteceu?

- Mãe, essa sou eu de verdade. Nunca fui humana.

- Claro que você é humana, minha filha. Você é a minha filha.

- Sou sua filha, mas não sou humana. Peço por favor que me deixe ir embora e nunca mais voltar. Percebi que a vida de humanos não tem nada a ver comigo. Quero ir embora com Caty viver em um sítio abandonado no interior. Mais de 30 gatos vivem lá e é para lá que quero ir.

- Tudo bem, minha filha, se esse é seu desejo, eu entendo. Mande lembranças quando puder.

- Sim, se eu tiver vontade mando. Por favor, tire essas roupas de mim.

A mãe de Júlia tirou o pijama e as meias da filha, que agora poderia andar melhor em quatro patas. Caty veio ao lado de Júlia e ambas continuaram a caminhar em direção à porta.

Quando estava perto da porta, Júlia virou a cabeça em direção à sua mãe apenas uma vez, mas não havia qualquer traço humano em sua expressão. Ela deu um miado longo e agudo e saiu.

Os pais de Júlia nunca mais tiveram notícia dela. Algumas vezes a mãe sonhava com gatos, com um grupo grande de gatos vivendo em uma sociedade organizada em um sítio. Nesse sonho havia um rei e uma rainha liderando a comunidade, e havia muita solidariedade entre todos que viviam ali. Quando a mãe acordava, não sabia se aquilo era verdade ou mentira, então ligava a televisão, para esquecer.

Esses sonhos da mãe de Júlia começaram a virar pesadelos cada vez mais terríveis, envolvendo mortes, ataques e grandes gatos, do tamanho de elefantes. Ela então decidiu ir a um médico para que ele a ajudasse. O médico disse que todos esses tormentos noturnos deveriam ser o resultado de estresse e noites mal dormidas, e sugeriu que ela relaxasse mais durante o dia.


Certo dia, enquanto o pai de Júlia trabalhava, a mãe de Júlia foi dar um passeio em um grande parque da cidade, para acalmar e ver se fazia a crise de alucinações ir embora. Quando voltou, assim que fechou a porta, seis gatos do tamanho de tigres saíram de trás dos móveis prenderam-na nas poltronas da sala. Disseram que estavam precisando de mais ração, leite e novos alojamentos no sítio do interior e só iriam parar de gerar pesadelos se ela enviasse cem mil reais para a conta de banco que seria enviada por email. Com muita habilidade nas patas eles a desamarraram e saíram pela janela.


No mesmo dia à noite ela contou ao marido o que tinha acontecido e ele achou que ela deveria procurar outro psiquiatra e afinal resolver essas alucinações. O casal estava jantando na mesa e ligou a televisão: noticiários do mundo inteiro estavam mostrando imagens de gatos imensos, do tamanho de elefantes, destruindo as cidades e engolindo tudo o que viam pela frente.


- É o fim - disse a mãe de Júlia.


- Veja, é a Júlia ali naquela imagem da praça da Sé. Ela está usando aquele colar que demos a ela quando ela nasceu. Ela talvez possa nos ajudar a entender.


***


No dia seguinte o casal acordou cedo e foi em direção ao centro da cidade. Não havia mais ninguém, estava tudo devastado. Começaram a gritar "Júliaaaaa", para ver se atraíam a atenção dela. Até que um gato imenso, do tamanho de um dinossauro apareceu na frente dela: 


- Sim, o que vocês querem comigo?


- Queremos que você nos explique o que está acontecendo. Por que estão destruindo tudo?


- Nós somos a nova espécie dominante, mãe.


- Como assim? Nós humanos sempre fomos muito mais evoluídos do que gatos. Vocês ainda andam em quatro patas, não falam, não se expressam, não criam.


- Essa é a visão de vocês, mãe. Não é a nossa visão. Nós achamos vocês os seres menos evoluídos de todos. Temos muita pena de vocês e minha espécie não pretende deixar nada do que foi construído por vocês em pé. Vamos começar tudo de novo.


- Como podemos ajudar, Júlia? Nós aceitamos vocês como líderes, queremos apenas sobreviver.


- Nós não temos interesse em ter qualquer relação com vocês, mãe. Já pedi para que ninguém os devore ou destrua, porque são meus pais, mas também não quero que vocês nos atrapalhem.Vocês podem vagar por aí e viver como quiserem, mas por favor não falem comigo mais, pois me fazem perder tempo, temos um grande império a construir. E peço desculpas pelos bandidos que te atacaram recentemente, mãe. Eu não os conheço, eles falaram do sítio, mas queriam dinheiro para comprar drogas, ainda bem que você não deu. Já os expulsamos daqui e esperamos que os genes deles nunca mais voltem a aparecer. Adeus.


***


O pai e a mãe de Júlia tomaram a decisão de caminharem até a reserva de Mata Atlântica mais próxima e criarem uma casa para eles lá, para viverem em paz até morrerem.


Comiam muitas frutas, caminhavam, foram felizes. E morreram.


***


E foi assim que a espécie humana desapareceu do planeta Terra e, até hoje, dezesseis milhões de anos depois, é governada pelos gatos e outros felinos que descenderam dessa primeira fase de felinos gigantes mutantes.


Durante o reinado da Menina-Gato ela eliminou toda e qualquer construção humana do planeta, fazendo com que todos os ecossistemas naturais da Terra voltassem a florescer, deixando o planeta ainda mais belo do que na época dos dinossauros.


As próximas gerações mantiveram a mesma mentalidade e parecem cada vez mais conectados com energias interplanetárias. Diversos seres de outros planetas já aterrissaram na Terra com a intenção de entrar em contato e fazer parcerias com os felinos-terráqueos. A Terra hoje é vista no Universo inteiro como uma referência, principalmente nos níveis de conexão corpo-energia.


Os felinos não conhecem a fala, o pensamento, a comunicação verbal, o conceito de dinheiro, de propriedade ou de família. Todos apenas consideram-se almas amorosas a transitar pelo planeta Terra, com o objetivo de estabelecer contatos energéticos transcendentais produtivos com outros seres, principalmente de outras espécies e de ouros reinos.


Esses gatos até hoje (e da sua maneira) consideram como sua única Deusa a Menina-Gato, a primeira espécie de mutante que deu origem à sua linhagem e que possibilitou que o planeta Terra fosse, para sempre, salvo das forças humanas.


***


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Luiza S. Rezende
Advogada empresarial especializada em startups


gato, história, menina, menina-gato, Luiza Rezende
Foto: Zoonar/Erika Utz/CrayonStock

Mensagem para todos do planeta Terra

Se você morasse em outro planeta e pudesse enviar uma única mensagem para que todos no planeta Terra lessem, qual seria essa mensagem?

Um abraço,

Luiza

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Mensagem, reflexão, Terra, planeta
Foto: Zoonar / Tomas Griger / CrayonStock

A consciência humana

Quando a pessoa é criança, a consciência é um pequeno círculo envolto de muitos medos, dificuldades de comunicação, falta de conhecimento, falta de experiência. A consciência é pequena mais por falta de vivências do que por falta de esforço, de entrega. Como se fosse um pequeno orifício colorido e nítido envolto por uma nuvem preto-e-branca e embaçada. É um mundo ainda em formação, com poucas memórias e "meta-análises" de tudo o que acontece. Isso ajuda a dar leveza e facilita a expansão natural da compreensão do mundo.

Da infância até a adolescência essa consciência sofre uma expansão quantitativa grande, principalmente pelo acúmulo de vivências, compreensão de novos conceitos. A pessoa tem experiências emocionais e intelectuais mais diversificadas e consegue compreender o significado (literal) da maioria delas. As "descobertas" da infância e início da adolescência ajudam na aquisição de bagagem emocional e intelectual.

Na adolescência acho que a dor ajuda essa consciência a crescer. São as primeiras experiências de crises emocionais mais fortes (no sentido que a pessoa compreende o contexto em que está inserida), dor amorosa, a transformação do corpo e o abandono da criança, a necessidade de amadurecimento, as responsabilidades, a rejeição. Todos esses sentimentos passam a ser vivenciados com uma interpretação racional/emocional em cima, o que aumenta sua significância para a vida da pessoa (e também seu peso, criando muitas vezes resistências, grossas molduras, tensões).

No final da adolescência a expansão natural da consciência de alguma forma se estagna. Daí para a frente, para que o jovem adulto possa crescer em sua observação de si e do mundo, ele precisa ser mais proativo no trabalho espiritual, precisa praticar, buscar saídas, se entregar ao máximo para entender o que é sua essência. Apenas seguir modelos, repetir, se sentir compelido a seguir determinado estilo de vida etc não adiantam.

O medo, medo de fracassar, medo de sentir dor, medo de perder status social, medo de estar só e diversos outros medos muitas vezes são barreiras à expansão da consciência, da noção do que é ser eu. O indivíduo precisa sair em busca, entender aquilo que o condiciona, entender o que está por trás do "véu dos pensamentos", entender o que o faz agir como age. Muito do que somos é um reflexo do que ensinaram para a gente o que é viver, o que é ser. Mas será que somos exatamente isso? Qual é a minha missão aqui? O que é ser eu? Eu me sinto isolado na "caixinha" da "minha vida" e das "minhas coisas" ou faço parte de algo maior?

Não existem respostas nem caminhos pré-definidos. Isso é a vida: é a jornada do indivíduo na expansão e ao mesmo tempo compreensão de sua consciência e do seu processo chamado vida. A vivência e a compreensão da vida se misturam, são um processo único de entrega/expansão da compreensão/entendimento.

Por hora esta é minha opinião. (A ser complementada, a ser questionada)

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consciência, mente, saúde, crescimento
Foto: Panther Media / CrayonStock

O equilíbrio de todo dia

Cada dia é um novo capítulo na jornada de uma pessoa em sua vida na Terra. Todo dia é uma chance de se descobrir mais, se aproximar daquilo que realmente te importa, daquilo que te faz brilhar e expandir. Todo dia pode ser um novo recomeço, um esvaziamento contínuo, se voce souber enxergar assim.

E estou dizendo todo dia de forma literal: todos os dias. Não é só nas férias, no final de semana, no SPA, no retiro espiritual ou "quando der", "se der", "se eu não acabar o trabalho muito tarde". Todo dia é uma imensa possibilidade na vida de um indivíduo; a possibilidade de ele ser uma pessoa muito melhor e capaz de criar e transformar muito mais o mundo em que vivemos. A possibilidade de ele ser mais sincero com quem é e poder ajudar muito mais pessoas, poder emanar muito mais energia. Mas é preciso encontrar o seu caminho.

Para encontrar o próprio caminho é preciso todos os dias perceber qual trecho se está trilhando do caminho. São muitos fatos e variáveis acontecendo ao mesmo tempo na vida, somos humanos, orgânicos, em constante transformação e paixão. É fácil sair do caminho, se apegar às pequenas ilusões do mundo material (cotidiano) e por alguns instantes, ou meses, ou anos, se perder na busca de algo passageiro e vazio, algo que não vai te ajudar a realizar melhor sua missão na Terra.

É comum as pessoas se apegarem a coisas e fatos que elas pensam que podem preenchê-las e realizá-las, quando, na verdade, estão satisfazendo algum capricho do ego. Caprichos como necessidade de status social, um cargo mais alto, mais dinheiro, mais fama e reconhecimento, mais beleza física, acúmulo de intelectualidade, aprovação, aceitação do grupo, aprovação contínua do parceiro(a) e milhares de outros exemplos, todos pertencentes ao cotidiano humano. Caprichos que, sendo temas cotidianos, materiais, superficiais e passageiros, vão embora. E, quem sabe, depois de muitos meses ou anos (ou nunca, acredito que sinceramente há muitas pessoas que vão embora sem perceber as próprias ilusões) vão deixar apenas um vazio e a sensação de que era possível ter sido alguém melhor, ter feito mais, ter vivido mais, ter aproveitado mais, com mais sinceridade e entrega.

Mas é possível não se apegar a caprichos. É possível viver uma vida humana intensa, plena e com tudo o que se possa desejar (inclusive dinheiro, fama, cargos altos e outros muitos "temas materiais"), mas sem se apegar a eles. Percebendo que são fenômenos superficiais e necessariamente passageiros, e que não trazem, por si, crescimento profundo a uma pessoa. Eles podem sim ser o resultado (ou parte de) um processo de crescimento e encontro de si mesmo; podem ser consequências naturais de períodos altamente frutíferos em termos de autoconhecimento e brilho pessoal.

Voltando ao início: é possível não se perder em caprichos e ilusões, mas é preciso esforço, dedicação diária. Todos os dias são importantes para encontrar o sutil equilíbrio que nos deixa mais próximos de nós mesmos, de quem somos e do que viemos, sinceramente, fazer aqui. Todo dia é dia de ter alguns instantes para sentir a si mesmo, sentir sobre a própria vida, perceber se o que estamos construindo tem sentido (tem fundamento, faz parte de uma trajetória de crescimento) ou não, se é apenas uma fase e que pelo seu deslumbre material, consegue nos distrair e entreter. Todo dia é dia de respirar fundo por alguns instantes, concentrar e pensar no próprio caminho. Todo dia.



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auto-consciência, autoconhecimento, concentrar, crescimento pessoal, respirar fundo, Todo dia,
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